Efeito Uber e a luta pela involução

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Era meados de de maio de 2014, o país já vivia os efeitos uma crise econômica, e os Taxistas se moviam felizes pra cima e pra baixo, com seus passageiros, conversando sobre coisas inúteis e alugando os ouvidos alheios com suas histórias chatas e, na maioria das vezes desinteressantes. Enquanto isso noutro canto da cidade chegava ao Brasil um serviço que já vinha inovando a mobilidade em grandes capitais mundiais como Londres e Nova Iorque, o atual e famoso Uber, terror dos Taxistas e conservadores.

A primeira capital brasileira a receber o Uber foi o Rio de Janeiro em maio, seguido de São Paulo em Junho. O serviço esta no Brasil a pouco mais de um ano, mas vamos arredondar tudo isso para “1 ano”, apenas um ano e muitas polêmicas, debates, posts, protestos, etc…

Se você ainda não sabe o que é o Uber, vamos lá, antes de mais nada, o Uber não é apenas um aplicativo que você baixa no celular e pronto, trata-se de um serviço com estrutura e logística. O aplicativo funciona como uma rede social, onde ‘motoristas profissionais e autorizados’ prestam serviço de ‘carona remunerada’ para clientes insatisfeitos com o nosso atual serviço de Taxi. As diferenças entre os serviços são gritantes, e parece que só agora que o Uber chegou que nós conseguimo reparar como o Taxi parou no tempo e não se adequou às tecnologias e facilidades do mundo moderno.

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Vou tentar ser imparcial aqui. Vamos lá… Você esta trabalhando, quando de repente, surge um serviço muito melhor que o seu e que cobra menos e, claro, ele começa a tomar todos os seus clientes e consequentemente sua fonte de renda. Qual a sua primeira atitude? Ficar louco da vida, é claro, sair nas ruas, protestar, procurar o sindicato, protestar, fazer greve, protestar… (pensar em melhorar o serviço por que agora temos concorrência?) não, vamos protestar mais um pouco.

O que acontece hoje no Brasil aconteceu em várias épocas de diferentes formas, o “Advento da Informática e o fim da Datilografia”, “O Netflix e o fim das Locadoras”, etc. Uma coisa é fato, sempre que surge um serviço inovador ou a classe trabalhadora se adequa aos novos padrões, ou a sociedade paga por não evoluir junto com o mundo por culpa de um movimento protencionista e muitas vezes irracional.

Nós da Extremedia trabalhamos com Web, agora imagina se todos os trabalhadores de nossa classe entrarmos na onda Uber e decidirmos então protestar contra os serviços do tipo “Faça você mesmo”, vamos então brigar para proibirem o Wix no Brasil, e acionar o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação para lutar pela nossa causa e organizar greves da classe trabalhadora. Claro, a população acharia isso bizarro, afinal, como pode pessoas que trabalham com tecnologia lutarem contra a evolução dela?

É por isso que defendemos a causa Uber, pensamos diferente, vemos ele como o ‘Taxi 2.0′ e não, não queremos o fim do Taxi, queremos ver o serviço se adequar e melhorar. Nada melhor do que uma boa concorrência para fazer as pessoas se mexerem. Proibir o Uber ou brigar contra ele não trás benefício nenhum para o nosso país, e acreditem, nem para os trabalhadores.

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